Data: 14/10/2021 Professor: Roosevelt Soares de Melo Disciplina: Ciências Conteúdo: Teoria da Origem da vida.
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a Nossa Aula de Hoje dia 14/10/2021
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professor no seu grupo de estudo.
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Origem da vida
A origem da vida é um dos assuntos
que mais incitam a curiosidade das pessoas. Será que a primeira forma de
vida surgiu em nosso planeta ou chegou aqui após ser formada? Será que a vida
foi criada por ação divina? A Terra primitiva possuía as condições necessárias
para a formação da vida? Várias são as hipóteses que tentam explicar como a vida surgiu e nós
abordaremos algumas das mais conhecidas.
→ Criacionismo
O criacionismo, uma das
ideias mais antigas sobre a origem da vida, defende que os seres vivos do nosso
planeta surgiram por ação divina, assim como descrito na Bíblia, mais precisamente no livro de Gênesis. Essa
ideia é até hoje muito aceita por fiéis em todo o mundo.
Leia também: Abiogênese x Biogênese
→ Panspermia
A panspermia é uma hipótese que afirma que a vida não
surgiu em nosso planeta, mas fora dele. Essa ideia teve início com a afirmação
do filósofo grego Anaxágoras,
que afirmou que sementes da vida poderiam
ser encontradas em todo o universo. Com essa afirmação, surgiu a ideia de que a
vida poderia ter sido gerada em outro local e depois ter chegado à Terra.
A
hipótese da panspermia ganhou força em 1830, quando pesquisadores descobriram a
presença de compostos orgânicos em amostras de meteorito. Os meteoritos, então,
poderiam ser considerados como veículos
de transporte de partículas para várias partes do espaço. Desse
modo, se meteoritos chegassem à Terra contendo vida, poderiam inoculá-la em
nosso planeta.
De acordo com a hipótese da panspermia, sementes da
vida poderiam ter chegado ao nosso planeta trazidas por meteoritos.
Dentre
as críticas feitas a essa hipótese, podemos destacar o fato de que o espaço é
um ambiente muito hostil para permitir que seres vivos sobrevivam a essa
jornada por diferentes locais. Além disso, essa é uma hipótese que não pode ser
testada.
Leia também: Sistema solar
→ Hipótese de Oparin e Haldane
A
hipótese mais aceita atualmente para explicar a origem da vida no planeta é
a de Oparin e Haldane. Esses dois pesquisadores, de
maneira independente, propuseram que a Terra apresentava uma atmosfera
diferente no passado e que a ação de diferentes fatores culminou na formação de
moléculas simples, as quais deram origem à vida.
A
atmosfera primitiva, de acordo com Oparin e Haldane, era composta basicamente
por amônia, hidrogênio, metano e
vapor de água. O vapor de água era essencial para a formação de
nuvens, que se precipitavam, ocasionando chuvas, o que permitiu que a
superfície da Terra recebesse água. Essa água evaporava muito rapidamente, uma
vez que, no início, a superfície era extremamente quente.
A
atmosfera da Terra primitiva sofria ainda com a ação de descargas elétricas e
radiação ultravioleta do Sol. Esses dois agentes foram essenciais para que os
elementos da atmosfera reagissem e formassem moléculas orgânicas, como os
aminoácidos.
A hipótese de Oparin e Haldane diz que a atmosfera
primitiva sofria ação de radiação e descargas elétricas.
Esses
compostos chegaram à superfície da Terra por meio da água das chuvas. Os
aminoácidos, em condições adequadas, deram origem a estruturas semelhantes a
proteínas. Essas proteínas foram acumulando-se nos oceanos em formação e deram
origem aos chamados coacervados (agregados
de proteínas rodeadas por água). Com o tempo, esses agregados tornaram-se cada
vez mais estáveis e complexos e passaram a se duplicar, resultando nos
primeiros seres vivos.
Leia também: Características dos seres vivos
·
Experimento de Miller e Urey
Os
pesquisadores Miller e Urey, em
1953, montaram um experimento para recriar as condições da Terra primitiva
proposta por Oparin e Haldane. Nesse experimento, os pesquisadores da
Universidade de Chicago foram capazes de produzir aminoácidos e também outros
compostos orgânicos, comprovando, desse modo, que a ideia de Oparin e Haldane
poderia estar correta e que moléculas orgânicas poderiam ser formadas naquelas
condições.
Vale
salientar, no entanto, que atualmente se sabe que a atmosfera primitiva não
seria como aquela proposta por Oparin e Haldane. É válido ressaltar que
experimentos realizados em outras condições da atmosfera também conseguiram
produzir moléculas orgânicas.
→ Hipótese heterotrófica e autotrófica
O
planeta primitivo apresentava condições pouco propícias à vida. Assim sendo,
muito ainda se discute a respeito de como era o primeiro ser vivo e como ele
conseguia alimento naquele ambiente. Duas hipóteses tentam explicar como eram
esses seres vivos: a hipótese
heterotrófica e a hipótese autotrófica.
Como
sabemos, organismos heterotróficos são
incapazes de produzir seu próprio alimento, necessitando captar matéria
orgânica do meio. Os pesquisadores que defendem que os primeiros organismos
apresentavam esse tipo de nutrição baseiam-se no fato de que os primeiros seres
deveriam ser pouco complexos e dificilmente seriam capazes de produzir seu
alimento. Eles, provavelmente, captavam a matéria orgânica disponível e
obtinham a energia delas por meio da fermentação.
A
outra hipótese existente sugere que os seres vivos primitivos eram, sim,
capazes de produzir seu próprio alimento e realizavam quimiossíntese, isto é, quando os seres
vivos são capazes de produzir moléculas orgânicas utilizando a energia liberada
de compostos inorgânicos. Segundo os defensores dessa ideia, os primeiros seres
vivos não poderiam ser heterotróficos, pois naquele ambiente não haveria
moléculas orgânicas suficientes para suprir a necessidade de todos os seres
vivos em formação.

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